Cuidados salvam vidas: bombeiro alerta sobre riscos em piscinas, rios e no mar
Falta de supervisão, falsa sensação de segurança e consumo de álcool estão entre os principais fatores ligados a afogamentos, segundo o Corpo de Bombeiros
Publicado: 21/01/2026, 13:56

Com a chegada do verão e o aumento das atividades de lazer em piscinas, rios e no litoral, o cuidado com a segurança precisa ser redobrado. Em entrevista ao Viver Bem, o Aspirante Sabatoski, do Corpo de Bombeiros, fez um alerta importante sobre atitudes simples que podem evitar acidentes graves e até mortes por afogamento.
Segundo ele, no caso das piscinas, a atenção deve ser constante, especialmente com crianças. “Muitos acidentes acontecem por falta de supervisão. Às vezes, dez minutos sem observar uma criança próxima à piscina já é tempo suficiente para algo grave acontecer”, explica. O bombeiro também chama atenção para riscos como cabelos sugados pelo ralo, boias mal ajustadas e a falsa sensação de segurança que esses acessórios podem causar. “Boias não substituem a supervisão. A criança precisa estar sempre a um braço de distância do adulto”.
Outro ponto destacado é o uso correto das estruturas da piscina. “Os ralos precisam ter telas de proteção, o que é obrigatório. Se possível, ao usar a piscina, desligar o sistema de sucção ajuda a reduzir riscos”, orienta Sabatoski.
Quando o assunto é mar, rios e cachoeiras, o cuidado deve ser ainda maior. O aspirante ressalta que o consumo de bebida alcoólica está entre os principais fatores associados aos casos de afogamento. “Misturar álcool com situações de risco, como mar, lago ou rio, aumenta muito a chance de acidentes”, afirma.
No litoral, ele reforça a importância de respeitar as sinalizações e os guarda-vidas. “Sempre nadar entre as bandeiras vermelha e amarela, que indicam área protegida. Evitar locais sinalizados com bandeira preta, onde não há cobertura de guarda-vidas. A maioria dos óbitos acontece justamente nesses pontos”, alerta.
Sabatoski também explica um risco comum e pouco percebido: as correntes de retorno. “A pessoa entra no mar, a água parece baixa e tranquila, mas a maré muda. Na volta, aquele trecho que antes era raso se torna profundo rapidamente, principalmente perigoso para crianças”.
Em rios e cachoeiras, o perigo está na falta de conhecimento do local. “O ambiente muda com o tempo. Um lugar seguro hoje pode não ser amanhã. Nunca pule de cabeça sem conhecer a profundidade, pois isso pode causar lesões graves”, destaca.
Em caso de acidente, o bombeiro orienta que a população evite se tornar uma segunda vítima. “Se alguém estiver se afogando, jogue um objeto flutuante, uma corda, algo que ajude, e acione o 193. Não entre na água sem preparo”, reforça.
Sobre os primeiros socorros, Sabatoski explica que alguns cuidados simples podem ajudar até a chegada do resgate. “Se a pessoa apresentar espuma na boca ou no nariz, é importante colocá-la de lado, para facilitar a saída do líquido. Também é fundamental manter a vítima aquecida, já que o corpo molhado perde calor rapidamente”.
Ele alerta que procedimentos como massagem cardíaca só devem ser feitos por quem tem conhecimento. “Sem treinamento, o ideal é não tentar. Ligue imediatamente para o 193 e siga as orientações”. A principal mensagem, segundo o aspirante, é a prevenção. “Momentos de lazer devem ser lembrados com alegria, não por tragédias. Pequenos cuidados fazem toda a diferença para salvar vidas”.




















