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Safra de mandioca no Paraná encerra ciclo abaixo das expectativas iniciais

Decisão de produtores por manter áreas em segundo ciclo e preços baixos frearam a colheita, que somou 3,6 milhões de toneladas em 2025

Característica de cultivo permite que produtores adiem a colheita para o segundo ciclo em busca de melhores margens
Característica de cultivo permite que produtores adiem a colheita para o segundo ciclo em busca de melhores margens -

Publicado por Eduarda Gomes

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O ciclo da mandioca de 2025 no Paraná foi finalizado com números que não atingiram as projeções otimistas do início do ano. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), divulgado na última quinta-feira (1º), a área colhida somou 140,1 mil hectares, resultando em uma produção de 3,6 milhões de toneladas. O balanço frustrou a expectativa inicial, que previa uma área próxima a 150 mil hectares e uma produção superior a 4 milhões de toneladas.

A diferença entre o projetado e o realizado é explicada pela flexibilidade biológica da cultura. Diferente de grãos anuais, a mandioca permite que o produtor opte por não colher e conduza a área por mais de um ciclo. Em 2025, muitos agricultores preferiram realizar a poda e manter as plantas no solo, motivados pelos preços pouco atrativos no mercado.

No aspecto financeiro, o preço médio recebido pelo produtor em 2025 foi de R$ 552,19 por tonelada. Embora represente uma alta de 5% sobre os R$ 525,50 de 2024, o valor ainda está 31% abaixo do patamar de 2023, quando a média era de R$ 797,49.

A pressão continua em 2026. No primeiro trimestre deste ano, os preços já recuaram 21% na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são do portal de notícias Agrolink.

O cenário atual impõe desafios logísticos e estratégicos. O Deral aponta que o aumento de áreas de "segundo ciclo", que possuem produtividades maiores, acaba pressionando ainda mais os preços para baixo devido à oferta elevada. Somado a isso, o alto custo de arrendamento de terras, inflacionado pelo preço do boi gordo, tem desestimulado a expansão em novas áreas de pastagem. Apesar disso, para 2026, a expectativa é de um crescimento de 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com a produção voltando a mirar a marca de 4 milhões de toneladas.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Produção Retida: A safra 2025 fechou abaixo do esperado porque produtores optaram por podar a planta e estender o cultivo para um segundo ciclo, em vez de colher com preços baixos.

- Desafio dos Preços: Embora tenha havido uma leve recuperação anual de 5%, os valores atuais estão 31% inferiores aos de 2023, com queda acentuada no início de 2026.

- Projeção para 2026: O setor espera um aumento de 6% na área colhida e a retomada do patamar de 4 milhões de toneladas, impulsionado justamente pelas áreas que não foram colhidas no ano anterior.

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