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CNseg revisa projeção do seguro rural e prevê queda de 3,9% em 2026

Falta de recursos para subvenção e cortes no orçamento são apontados como os principais motivos para o retrocesso na proteção do agronegócio

Redução da área segurada no Brasil encarece apólices e deixa produtores mais expostos a riscos climáticos severos
Redução da área segurada no Brasil encarece apólices e deixa produtores mais expostos a riscos climáticos severos -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revisou para baixo suas expectativas para o mercado de seguro rural em 2026. A entidade agora projeta uma retração de 3,9%, revertendo a previsão anterior que indicava um crescimento de 2,3%. O cenário é ainda mais preocupante considerando que o setor já havia registrado um recuo expressivo de 8,8% em 2025.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, explicou que o pessimismo se deve principalmente à insuficiência de recursos orçamentários para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Oliveira ressaltou que os recursos previstos no orçamento já eram escassos e ainda sofreram um corte de 50%, dificultando qualquer retomada do crescimento. Conforme as informações divulgadas pela CNN Brasil, a área segurada no país despencou de 13,7 milhões de hectares em 2021 para apenas 3,2 milhões de hectares em 2025.

CRISE DE PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A combinação de maior dependência de financiamento privado com o aumento dos riscos climáticos tem deixado o produtor brasileiro fragilizado. Dyogo Oliveira afirmou que o Brasil vive um retrocesso na proteção agropecuária, o que explica o aumento nos pedidos de recuperação judicial no setor. Ele destacou que, ao contrário do financiamento público de antigamente, o crédito privado não oferece as mesmas facilidades para renegociações e parcelamentos em caso de quebra de safra.

A entidade também alertou para uma dívida do Tesouro Nacional com as seguradoras, estimada em R$ 500 milhões, referente à subvenção ao prêmio. Embora esteja dentro do cronograma permitido, o valor acende um "sinal amarelo" para a sustentabilidade do sistema.

DEFESA DE NOVAS REGRAS

Para reverter o quadro, a CNseg defende a aprovação de um projeto de lei (relatado pelo deputado Pedro Lupion e de autoria da senadora Tereza Cristina) que propõe mudanças estruturais:

- Fim do contingenciamento: Proibir que o orçamento destinado ao seguro rural seja bloqueado pelo governo.

- Fundo de Estabilização: Criar uma reserva com aportes privados e públicos para mitigar a volatilidade dos preços do seguro em anos de sinistros elevados.

Oliveira reforçou que a baixa adesão ao seguro aumenta o custo médio das apólices, pois apenas as áreas de maior risco acabam sendo seguradas, o que desestimula a entrada de novas seguradoras no mercado brasileiro.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Revisão Negativa: A projeção para o seguro rural em 2026 mudou de alta de 2,3% para queda de 3,9%.

- Desfalque Orçamentário: A falta de verbas para subvenção reduziu a área coberta pelo programa oficial de 16,3% para apenas 3,3% em quatro anos.

- Risco de Gestão: A fragilidade na proteção contra perdas climáticas é apontada como a causa direta do aumento das recuperações judiciais no agronegócio.

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