Produtores reduzem uso de fertilizantes no Brasil em 2026 após anos de alta
Relatório do Rabobank projeta queda na demanda para 47,2 milhões de toneladas devido a preços elevados e crise no Oriente Médio

Produtores rurais brasileiros devem frear o consumo de fertilizantes em 2026, interrompendo uma sequência de recordes históricos. Segundo análise do Rabobank, a demanda estimada para este ano é de 47,2 milhões de toneladas, um recuo em comparação aos 49 milhões registrados em 2025. A desaceleração é atribuída à combinação de margens financeiras apertadas no campo e à forte valorização dos insumos no mercado global.
A alta nos preços é impulsionada, em grande parte, pelo conflito no Oriente Médio, que desestabilizou as cadeias de suprimento. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, o preço da ureia nos portos brasileiros saltou cerca de 76% entre janeiro e março de 2026. O impacto é severo para o país, que importa 90% dos fertilizantes que utiliza, sendo que o Oriente Médio ainda supre 36% da demanda nacional de ureia.
O cenário de incertezas geopolíticas e as restrições de crédito dificultam a repetição do desempenho produtivo do ano anterior. O relatório do banco holandês destaca que, embora o Brasil tenha diversificado seus fornecedores, a dependência das importações que chegam entre maio e dezembro coloca o país em uma posição de vulnerabilidade e maior concorrência internacional pelos volumes disponíveis.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Fim da Expansão: Após sucessivos recordes, o consumo de fertilizantes no Brasil deve cair de 49 milhões para 47,2 milhões de toneladas em 2026.
- Explosão de Preços: A instabilidade no Oriente Médio fez o preço da ureia subir 76% nos portos brasileiros apenas no primeiro trimestre deste ano.
- Risco Logístico: Com 90% de dependência de importações, o agronegócio nacional enfrenta desafios de crédito e uma logística global pressionada pelo cenário de guerra.





















