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Presidente do MDB Mulher critica filiação de Dado Dolabella ao partido

Kátia Lobo disse ter ficado "estarrecida" com pré-candidatura de ator condenado por violência contra mulheres

Dolabella pretende disputar ao cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro
Dolabella pretende disputar ao cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro -

Publicado por Iolanda Lima

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O anúncio de filiação do ator Dado Dolabella ao MDB nesta quinta-feira (5) para disputar como candidato ao cargo de deputado federal gerou mal estar na ala feminina do partido. A presidente do MDB Mulher, Kátia Lobo, revelou não ter sido consultada sobre a adesão do artista, condenado múltiplas vezes na Justiça por violência de gênero.

Dolabella possui um longo histórico de problemas judiciais por violência contra mulheres: foi condenado em 2010 por agredir a atriz Luana Piovani, na época sua namorada; alvo de denúncias de Viviane Sarahyba, com quem também se relacionou; e chegou a ser preso por dois meses em 2018 por atraso no pagamento de pensão alimentícia.

A filiação de Dolabella veio por iniciativa do presidente estadual do MDB, Washington Reis. Kátia Lobo pretende se encontrar com o dirigente para discutir a inclusão do novo membro. "A gente está tentando ver de que forma vamos entender isso", disse ao portal Metrópoles. De acordo com ela, a pré-candidatura do ator a deixou "estarrecida".

Mais recentemente, em 2025, ele foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto por agressões contra a prima e ex-namorada Marina Dolabella.

Pré-candidatura

Dado Dolabella confirmou sua pré-candidatura em vídeo publicado em suas redes sociais. De acordo com ele, a entrada na política servirá para "defender quem não tem voz, a dona de casa que ninguém conhece, o trabalhador que não tem mídia, o homem ou a mulher julgados e condenados antes mesmo de serem ouvidos".

O artista afirmou ter vivido "na pele o que é ser injustiçado". "Quando você passa por isso, entende que não é sobre homem contra mulher, é sobre qualquer pessoa que se sente esmagada por um sistema que deveria proteger", completou.

Com informações do Congresso em Foco 

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