Jorge Luces apresenta perspectivas financeiras e de mercado
Especialista possui um olhar holístico para o mercado financeiro, considerando nuances como psicologia e análise de riscos

Traders operam constantemente sob pressão, sendo afetados o tempo todo por ascensões meteóricas e quedas proporcionalmente rápidas. Neste contexto, a mente de um trader precisa estar sempre bem-treinada, não apenas com as informações mais relevantes do mercado, mas também com mecanismos de gerenciamento de crise e resiliência psicológica.
Visto de fora, o trabalho do trader parece bastante solitário, lidando apenas com uma tela (ou duas) e um punhado de decisões que misturam estatísticas com instinto. No entanto, ainda que cada um esteja focado em seu próprio mundo, ainda há espaço para alguma coletividade e para ouvir os conselhos dos mais experientes.
Este é o caso de Jorge Luces, mentor de cientos de traders en LATAM, frequentemente consultado por plataformas de insights do mercado financeiro, como a Exness. Jorge Luces possui um olhar holístico para o mercado financeiro, considerando nuances como psicologia e análise de riscos. Em suas mentorias, busca ajudar os alunos a criarem uma disciplina de trabalho que seja eficiente e sustentável.
Veja o que ele espera para o futuro dos negócios em 2026.
Compartilhando Conhecimento
O ramo de trading é um dos mais competitivos do mundo. É também um dos que envolvem mais riscos e as estatísticas de perdas são alarmantes: cerca de 95% dos day traders sofrem prejuízos. Apesar da competitividade e do altíssimo risco, há sempre espaço para o compartilhamento de informações valiosas entre os mais experientes.
Atualmente, este espaço é brilhantemente ocupado por nomes como Jorge Luces, trader de enorme sucesso e que também possui cursos de treinamento para novos traders. Na academia “Novatos Trading Club”, Luces não apenas apresenta conceitos básicos como volatilidad, liquidez y sentimiento, mas também como preparar os nervos para o dia-a-dia no trabalho. Num contexto onde decisões precisam ser tomadas em pouquíssimo tempo, ceder ao impulso e à influência de escolhas alheias, geralmente, é o pior caminho.
Segundo Jorge Luces, o bom trader deve ter excelentes capacidades de liderança; não para liderar outras pessoas, mas para liderar a si mesmo nos mais diversos cenários. Em especial, essa capacidade de liderança é necessária para aqueles momentos onde é preciso resistir ao famoso “instinto de manada”.
Afinal, é preciso evitar acelerar ou retardar as atividades por reflexo das reações ao redor, tomando decisões de forma consciente e planejada. Tais capacidades não são inatas, nem podem ser desenvolvidas da noite para o dia, o que torna os ensinamentos de Luces ainda mais importantes.
Conselhos para 2026
Segundo estimativas recentes, existem cerca de 1 milhão de day traders em atividade no Brasil, atualmente. Para evitar fazer parte dos 95% dos traders em prejuízo, Luces faz uma série de recomendações. A primeira delas é criar uma estrutura sólida de trabalho, antes mesmo de pensar qual estratégia adotar.
Esta estrutura servirá para revisar em detalhes relatórios e documentos e que vão embasar as futuras tomadas de decisões. Dificilmente, algum ganho estratosférico sairá desta estrutura, ao menos, inicialmente. No entanto, ela garantirá que o investidor não perderá tudo de uma vez no investimento de risco da moda, coibindo também transações impulsivas.
Jorge Luces contradiz um conceito importante do setor: tudo é influenciado por sentimento de mercado e liquidez, em vez destas serem consequências de outros movimentos. Para ele, o nível de liquidez pode facilmente distorcer a expectativa de lucro, caso este seja muito baixo. Além disso, ele ressalta a importância de ficar de olho no indicador de preço médio dos produtos, informação crucial durante as operações de trading.
Luces entende que fatores psicológicos não são mera curiosidade ou capricho dos players de mercado. Eles são capazes de moldar tanto escolhas individuais quanto movimentos coletivos e, por este motivo, é preciso estar muito atento a eles. Portanto, trabalhar o psicológico é obrigatório para quem quiser obter sucesso no ramo. Felizmente, não faltam livros e profissionais voltados para os desafios diários dos traders.
No que se refere às estratégias de atuação Luces tende a ser reducionista. Nisso, ele é contrário à tendência comum entre novatos, a de que devem consumir o máximo de informação no prazo mais curto possível. Em vez disso, Luces propõe aos seus alunos que foquem em poucos materiais e poucos mercados num primeiro momento, privilegiando a repetição, que promove a compreensão mais aprofundada de áreas-chave.
Por fim, o gerenciamento de riscos não deve ser tratado como um tabu. Afinal, traders convivem com riscos de perdas todos os dias; e muitos deles perdem mesmo, como já foi demonstrado. Táticas agressivas e imediatistas podem estar entre as principais causas de indicadores tão negativos.
O segredo não é conseguir sempre driblar as perdas; isso seria impossível. Aqui, é muito melhor investir as energias em aprender a conviver e como lidar com elas. Não há uma bala de prata para eliminar todos os riscos. Acima de tudo, deve-se resistir à tentação de dobrar a aposta para recuperar perdas anteriores, sob risco de sofrer perdas ainda maiores.
Trading Não É (Só) Sorte
Por fim, o melhor que se pode fazer é garantir que um risco não tire o investidor do mercado, caso se torne realidade. Por este motivo, estratégias agressivas demais devem ser evitadas, ainda mais em um cenário de incerteza global. O mercado de day trading é marcado pelo alto nível de adrenalina e decisões tomadas por puro instinto.
São estes que dão má fama à profissão, que frequentemente é comparada com cassinos e jogos de azar. Jorge Luces vai contra tudo isso, pregando um estilo muito mais conservador, analítico e racional de operar. Tamanho sucesso não parece ter sido construído por acaso, afinal. Sem dúvida, a voz ponderada de Jorge Luces traz o contraponto mais que necessário para este meio.
Para ele, não existem fórmulas mágicas para 2026 ou qualquer outro período. O que existe é o trabalho diligente e criterioso sobre dados estatísticos confiáveis e decisões tomadas pelo cérebro, não pelo fígado. Ele deixa claro que não se trata de tentar vencer ou domar o acaso, mas sim de aprender a navegar com ele.
Em outras palavras, a chave não está no consumo desenfreado de informações, nem em atos tão corajosos quanto irracionais. A chave está no trabalho consciente e metódico, que além de prevenir passos maiores do que as pernas, ajuda a acumular conhecimentos que serão fundamentais para operações futuras.





















