Lula lamenta morte do jornalista Raimundo Pereira: 'Nunca se calou' | aRede
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Lula lamenta morte do jornalista Raimundo Pereira: 'Nunca se calou'

Raimundo Pereira faleceu na manhã deste sábado (2), no Rio de Janeiro. Lula lamentou a morte do jornalista e ressaltou sua carreira

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente ressaltou o papel do jornalista no combate à ditadura
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente ressaltou o papel do jornalista no combate à ditadura -

Publicado por Iolanda Lima

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O presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. Considerado um dos jornalistas mais importantes no enfrentamento à ditadura cívico-militar no Brasil, Raimundo faleceu no Rio de Janeiro, neste sábado (2).

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente ressaltou o papel do jornalista no combate à ditadura: “Mesmo tendo sido perseguido e preso pela ditadura militar, nunca deixou de lutar pela democracia e pela liberdade de imprensa. E, o que é mais importante: nunca se calou”.

Além disso, definiu Raimundo como o “primeiro a mostrar, em nível nacional, o que significava a luta sindical e por liberdade que empreendemos no ABC no final dos anos 70. E fez isso muito antes do que se chamava ‘a grande imprensa’”.

Por fim, Lula terminou sua mensagem enviando um abraço à família e aos amigos do jornalista. As informações são do Metrópoles. 

Trajetória no jornalismo

Nascido em Pernambuco, Raimundo fundou o jornal Movimento em 1975 com o objetivo de denunciar e combater o regime autoritário que, naquela época, passava da sua primeira década de existência.

Já em sua primeira edição, o jornal foi censurado. A repressão contra o Movimento continuou em várias das edições seguintes, mas o periódico se manteve firme até 1981. Construído por meio de financiamento coletivo de jornalistas e sem “patrões”, o Movimento se tornou um marco da imprensa alternativa.

Raimundo passou por grandes veículos do país, como O Estado de S. Paulo e as revistas Realidade e Veja. Nesta última, fez parte da equipe que lançou a revista, e foi um dos nomes envolvidos no dossiê que denunciou a tortura no governo Médici, em 1969. Foi, ainda, editor do jornal Opinião, do empresário Fernando Gasparian, de 1972 a 1975.

A carreira do jornalista foi marcada, também, pelo trabalho “Retratos do Brasil”, lançado em 1988, e que reuniu textos de análise da realidade brasileira. Mais tarde, o material daria origem a um livro. Em 1997, fundou a Editora Manifesto.

Apesar de ter nascido pernambucano e ter morrido no Rio de Janeiro, boa parte da trajetória do jornalista se deu no estado de São Paulo. Sua família mudou para o interior paulista quando ele ainda tinha 3 anos. Aos 19, ele passou a cursar engenharia no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, sendo expulso anos depois, após ser perseguido por causa de um jornal estudantil.

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