Prefeitura de Ponta Grossa cobra agilidade na liberação de recursos para pavimentação
Em apuração exclusiva do Portal aRede, a prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) cobra agilidade, enquanto Estado aponta pendências e projetos seguem em análise

A prefeita municipal de Ponta Grossa Elizabeth Schmidt (União Brasil) requer agilidade na liberação do pacote completo de R$ 100 milhões anunciados para a pavimentação asfáltica do município. A equipe de Jornalismo do Portal aRede/Jornal da Manhã apurou com exclusividade as informações referentes aos mais de R$ 66 milhões remanescentes dos recursos divulgados, e que ainda devem ser autorizados para licitação por parte da Secretaria de Estado das Cidades do Paraná (Secid).
O investimento de R$ 100 milhões para a pavimentação de diversas ruas de Ponta Grossa, anunciado em agosto de 2025 pelos deputados estaduais Mabel Canto (PP) e Marcelo Rangel (PSD), trata-se de um recurso de fundo perdido, ou seja, sem necessidade de reembolso por parte do Município.
Segundo a prefeita Elizabeth, deste montante, apenas R$ 36 milhões foram liberados para licitar as obras. Em entrevista à Redação, a gestora executiva do Município afirma que a demora para a liberação dos recursos impacta no desenvolvimento da cidade. "Eu fiz de tudo. Investimos R$ 1 bilhão na infraestrutura da cidade. Conversei com o secretário Guto Silva, perguntei como estão os nossos projetos, e ele responde que 'está em fluxo de análise'", disse Elizabeth.
Para ela, a demora no processo de autorização para licitar as obras de pavimentação são problemas graves. "Eles não liberam rápido, e isso atrasa Ponta Grossa, atrasa o nosso povo. É complicado!", declarou. Elizabeth ainda esclareceu que os projetos estão em análise há quase um mês, com a documentação completa. Questionada sobre um possível prazo para a liberação dos recursos, a prefeita disse não saber de nada. "Estou na expectativa de que sejam liberados imediatamente, porque é tudo mais difícil depois", afirmou à reportagem.
O Jornalismo do Portal aRede/JM teve acesso ao quadro que apresenta as regiões de Ponta Grossa cujos projetos de pavimentação ainda não foram liberados. Veja abaixo a tabela ecom a indicação das regiões e valores ainda não aprovados pela Secid:
- Santa Lúcia: R$ 9.348.661,64
- Santa Luiza: R$ 5.113.307,83
- Vila Liane: R$ 4.285.900,54
- Parque dos Sabiás: R$ 3.545.253,86
- Vila Neri: R$ 3.503.004,87
- São Marcos: R$ 2.541.249,08
- Jardim Carvalho II: R$ 1.679.921,18
- Palmeirinha: R$ 1.656.295,35
- São Cristóvão: R$ 1.527.819,06
- São Vicente de Paulo: R$ 1.525.634,34
- Vila Odete: R$ 1.188.733,41
- Madureira: R$ 655.244,80
- Vicentina: R$ 543.775,11
- Vila Hoffmann: R$ 151.915,22
- Leila Maria: R$ 13.088.832,23
- Esplanada: R$ 5.209.223,23
- Francelina: R$ 3.574.421,39
- Gralha Azul: R$ 12.114.178,48

A equipe também apurou as imagens dos projetos que destacam as vias que ainda devem receber a liberação dos recursos. Confira na 'galeria de fotos' e passe ao lado para ver todos os registros:
GALERIA DE FOTOS
Secid cobra documentos
A Redação procurou um posicionamento da Secid. Por meio de assessoria, a pasta informou que, em levantamento realizado pela Secretaria, que capitaneia o programa 'Asfalto Novo, Vida Nova', Ponta Grossa tem R$ 71 milhões em projetos de pavimentação de vias urbanas. "Desse valor, R$ 33 milhões se referem a obras já autorizadas para licitação, enquanto R$ 38 milhões encontram-se direcionados aos demais projetos ainda em análise pela pasta", explica.
A Secid complementou o informativo afirmando que, de 11 projetos que estão sendo analisados, 2 ainda carecem de documentação, enquanto 9 deles tiveram documentos faltantes incluídos no sistema nesta quarta-feira (25), quando passaram a ser considerados em processo de análise. A assessoria diz estar aguardando a Certidão Negativa de Débitos Estaduais da Prefeitura de Ponta Grossa por parte da Secretaria Municipal da Fazenda, o que é "imprenscidível para a realização de convênios", afirma.
Mabel e Rangel se posicionam
O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) afirmou à reportagem que está acompanhando as tratativas referentes ao repasse dos recursos. Segundo Rangel, todo o valor está garantido e com liberações condicionadas a certidões do Município. "Até este momento, a prefeitura está em dívida, sem certidão de tributos estaduais", declarou.
Rangel enfatizou que, enquanto a Prefeitura não quitasse a dívida e tivesse todas as certidões, a liberação pode atrasar, "mas por responsabilidade Municipal, pois nossas emendas e recursos já estão assegurados no orçamento do Estado". A Redação questionou o deputado se, neste cenário, caso a Prefeitura quitasse as dívidas apontadas por ele, os recursos seriam liberados de imediato. Em resposta, ele disse que "já deveriam ter sido quitadas desde o anúncio".
Já a deputada Mabel Canto informou, por meio de nota de assessoria, que esteve com sua equipe na sede da Paranacidade na última semana. Ela conta que recebeu o aviso sobre a falta de documentos por parte do Governo Municipal, e na última segunda-feira (23), durante evento da BRF no Palácio Iguaçu, em Curitiba (PR), a parlamentar comunicou a prefeita Elizabeth sobre as pendências.
Através da nota, Mabel diz que foi informada nesta quarta-feira (25) sobre o envio dos documentos faltantes. A deputada reforça que os recursos que totalizam R$ 100 milhões estão assegurados pelo Governo do Estado e que "outras vilas que estavam com a documentação dentro da legalidade já tiveram a verba liberada", conclui a nota.
Prefeitura contesta sobre documentação
A Redação procurou o secretário municipal da Fazenda, Cláudio Grokoviski, que contestou o posicionamento do deputado Marcelo Rangel (PSD). Em resposta, ele encaminhou a a Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos Tributários e de Dívida Ativa Estadual. A certidão foi emitida em 09 de fevereiro de 2026, com validade até 10 de maio de 2026.
Veja abaixo o documento:






































