Cdepg vê 'resistência' da Motiva e pede melhorias no traçado do 'Novo Contorno' de PG | aRede
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Cdepg vê 'resistência' da Motiva e pede melhorias no traçado do 'Novo Contorno' de PG

Conselho reforça que traçado precisa passar mais longe da cidade, para evitar problemas futuros com o desenvolvimento de Ponta Grossa

Rodovia BR-376 será afetada pelo 'Novo Contorno'
Rodovia BR-376 será afetada pelo 'Novo Contorno' -

Rodolpho Bowens

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O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (Cdepg) vê certa 'resistência' da Motiva Paraná em uma alteração no traçado do 'Novo Contorno' de Ponta Grossa. A entidade, principal na discussão pela mudança da rota, entende que o traçado proposto pela concessionária ainda pode ser melhorado. O projeto, que 'ligará' as BRs-376, 373 e a PR-151, prevê um investimento de R$ 1 bilhão.

Nesta terça-feira (28), a empresa responsável pela administração de rodovias de Ponta Grossa, publicou uma informação explicando os motivos que levaram a escolha do traçado do 'Novo Contorno'. No texto, a concessionária relata que ouviu demandas de entidades de Ponta Grossa, que viabilizaram a mudança da rota original. Entretanto, alegou que todas as necessidades não poderiam ser atendidas por questões contratuais.

Diante desse cenário, o Portal aRede conversou com a presidente do Cdepg, Priscila Garbelini Jaronski, que relatou uma certa "resistência" da Motiva Paraná para alterar o traçado proposto. O Conselho entende que a rota precisa ser mais longe da área urbana de Ponta Grossa, para evitar problemas futuros com o desenvolvimento da cidade.

"Eles acreditam que avançaram (no traçado), mas entendemos que o projeto ainda pode ser melhorado", diz ao Portal aRede. "Principalmete quanto a manutenção do traçado pela Rodovia do Talco, inclusive dentro da área do assentamento Emiliano Zapata e na área industrial norte", comenta a liderança do Conselho.

Com a previsão de início das obras em maio de 2027, Priscila acredita que tem ficado evidente o não desejo de mudança de traçado pela Motiva Paraná. "Nos ficou evidente essa resistência", lamenta. Diante dessa situação, o Cdepg vem buscando conversas diretas com o Governo do Estado e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para viabilizar adequações ao traçado final.

Por fim, Priscila garante ao Portal aRede que na próxima segunda-feira (4), o Cdepg, junto com o governo do Paraná, se reunirá com a Motiva para discutir possíveis mudanças no 'Novo Contorno de Ponta Grossa'. O cronograma prevê que a obra seja entregue no sétimo ano de concessão - logo, em 2032.

Confira abaixo um resumo da notícia

- Medo do "Abraço Urbano": o Cdepg, sob a presidência de Priscila Jaronski, critica a proximidade do traçado proposto pela Motiva Paraná em relação à área urbana. O Conselho defende que a rota seja deslocada para mais longe, visando proteger o desenvolvimento futuro da cidade e evitar que a rodovia seja "engolida" pela expansão residencial e industrial em poucos anos;

- Pontos de Conflito Específicos: a entidade aponta que ainda há margem para melhorias em trechos sensíveis, como a Rodovia do Talco, o assentamento Emiliano Zapata e a zona industrial norte. Para o Cdepg, a justificativa de "limitações contratuais" da concessionária soa como uma resistência em otimizar o projeto de R$ 1 bilhão;

- Pressão Diplomática e Prazo: sem acordo imediato com a empresa, o Conselho escalou a discussão para o Governo do Estado e para a ANTT. Uma reunião crucial está marcada para a próxima segunda-feira (4), onde tentarão flexibilizar o projeto antes que as obras comecem em maio de 2027, com entrega prevista para 2032.

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