Conab projeta 353,4 milhões de toneladas e mantém recorde na safra 2025/26 | aRede
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Conab projeta 353,4 milhões de toneladas e mantém recorde na safra 2025/26

Levantamento aponta expansão de área, leve recuo na produtividade média e avanço na colheita da soja, enquanto mercado do milho registra exportações e consumo em alta

Resultado é impulsionado por um aumento de 1,9% da região plantada
Resultado é impulsionado por um aumento de 1,9% da região plantada -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (12) os resultados do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026, apontando mais um ciclo de crescimento na agricultura brasileira.

Com o início da colheita das culturas de primeira safra, a produção total de grãos está estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

O volume representa ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao ciclo 2024/25 e mantém a perspectiva de recorde na série histórica da estatal. Na estimativa divulgada em janeiro, o órgão projetava 353,1 milhões de toneladas para o atual ciclo.

A área plantada deve alcançar 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% sobre a temporada anterior, o que corresponde a um avanço de 1,5 milhão de hectares. Já a produtividade média nacional tende a recuar 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.244 quilos por hectare em 2025/26.

SOJA ATINGE NOVO RECORDE 

Neste levantamento, a Conab estima a produção de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas frente ao ciclo passado e novo recorde para a cultura.

As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.

A colheita já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado pela estatal nesta semana.

Em Mato Grosso, principal estado produtor, a colheita alcançou 46,8%, com produtividades próximas às estimadas inicialmente.

MILHO: RECUO NO TOTAL, AVANÇO NA PRIMEIRA SAFRA

Para o milho, a previsão é de produção total de 138,4 milhões de toneladas, o que representa recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da estimativa de redução no volume consolidado, a primeira safra apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, com produção projetada em 26,7 milhões de toneladas, alta de 7,1% frente à safra passada.

Lavoura de milho na safra 2025/26, com produção estimada em 138,4 milhões de toneladas segundo a Conab.

Já a segunda safra deve ocupar 17,9 milhões de hectares. O plantio foi iniciado e, na primeira semana de fevereiro, alcançava 21,6% da área estimada, com produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

ARROZ E FEIJÃO

Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, retração de 11,6% frente à safra anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo.

Os mananciais, que vinham com níveis reduzidos, tiveram recuperação do aporte hídrico após as últimas chuvas.

A produção é estimada em 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com expectativa de queda na colheita em 2025/26, a avaliação é de que o volume será suficiente para assegurar o abastecimento interno.

No caso do feijão, a produção deve se manter próxima de 3 milhões de toneladas, considerando as três safras da leguminosa. A primeira safra registra redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, volume 9% inferior ao ciclo anterior.

A retração é influenciada pelos resultados estimados na região Sul, especialmente no Paraná. Em contrapartida, em Minas Gerais, a Conab prevê aumento de 9,5% na produção, estimada em 224,6 mil toneladas, tornando o estado o principal produtor de feijão na primeira safra.

ALGODÃO

Para o algodão, cultura relevante da segunda safra, a área deve alcançar cerca de 2 milhões de hectares, redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

A produção está estimada em 3,8 milhões de toneladas de pluma. Segundo a Conab, 88,1% da área já foi semeada.

MERCADO: EXPORTAÇÕES E CONSUMO EM ALTA 

No campo comercial, o levantamento traz os dados consolidados da comercialização do milho da safra 2024/25. A produção recorde do ciclo passado permitiu que as exportações atingissem 41,5 milhões de toneladas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O aumento das vendas externas em 2024/25 frente a 2023/24 foi impulsionado pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional. No mercado doméstico, o consumo passou de 84 milhões de toneladas em 2023/24 para 90,5 milhões de toneladas na safra passada, novo recorde na série histórica da Companhia.

O avanço é atribuído principalmente à maior utilização do cereal na produção de etanol, que amplia sua relevância no setor energético.

Para 2025/26, a expectativa é de novo incremento tanto nas exportações quanto no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas, respectivamente. Mesmo com a elevação da demanda, os estoques de passagem, em janeiro de 2027, devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Produção Recorde com Ganho de Área: A safra brasileira 2025/26 deve atingir o recorde histórico de 353,4 milhões de toneladas. Esse resultado é impulsionado por um aumento de 1,9% na área plantada (chegando a 83,3 milhões de hectares), o que compensa a leve queda de 1,5% na produtividade média nacional.

- Destaque Absoluto da Soja e Recuo no Milho: A soja atinge um novo patamar histórico com 178 milhões de toneladas produzidas. Já o milho apresenta uma dinâmica mista: enquanto a produção total deve recuar 1,9% (138,4 milhões de toneladas), a primeira safra do cereal registrou um crescimento de 7,1% em volume.

- Abastecimento Interno e Mercado Aquecido: Apesar da redução na área de arroz e feijão, os volumes colhidos são considerados suficientes para garantir o consumo nacional. No comércio, o setor de milho vive forte expansão, impulsionado tanto pelas exportações quanto pelo uso crescente do grão para a produção de etanol.

Com informações: AgrofyNews.

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