Consumo de peixe deve crescer 30% na Semana Santa
Tilápia lidera a preferência do brasileiro e responde por mais de 65% da produção nacional de peixes de cultivo

O consumo de pescados no Brasil deve crescer cerca de 30% durante o período da Semana Santa, de acordo com estimativas de Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura). Segundo ele, o setor iniciou 2026 com desempenho melhor que o observado em anos anteriores, com vendas aquecidas já em janeiro e bons volumes de estoques para atender à demanda do varejo.
De acordo com Medeiros, as empresas produtoras entraram em 2026 com pedidos antecipados e maior organização logística, o que ajuda a sustentar a oferta no período de maior consumo. A expectativa é de manutenção de preços nas gôndolas e em alguns casos até ligeira queda sobre os patamares registrados nos últimos anos.
“A tilápia segue como o peixe mais consumido no país e também registra bom desempenho no Carnaval”,diz. Segundo o executivo, trata-se de um alimento leve e saudável, que tem conquistado espaço no cardápio do consumidor brasileiro. Atualmente, o consumo nacional de tilápia se situa em 4 quilos por habitante ao ano — volume ainda considerado baixo pelo setor. Apesar disso, o crescimento é consistente.
Nos últimos 11 anos o consumo da tilápia avançou, em média, 10,3% ao ano. Para Medeiros, esse movimento reflete um “despertar” recente do mercado para o pescado. Ele destaca que a cadeia produtiva organizada do peixe no Brasil tem cerca de uma década, o que caracteriza o segmento como relativamente novo dentro do agronegócio.
IMPORTAÇÕES E TARIFAS
O ano de 2025 foi desafiador para o setor, que iniciou o período com aumento das importações de filé de tilápia do Vietnã e no decorrer do ano enfrentou as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos. “Ainda assim, o Brasil encerrou o período com crescimento de 2% nas exportações, ampliando especialmente as vendas para o Canadá e abrindo novos mercados”, diz o executivo.
De acordo com dados da Peixe-Br, em 2024 a produção de peixes de cultivo foi de 968,745 mil toneladas, colocando o Brasil em destaque como principal produtor nas Américas. A Tilápia puxou o salto da piscicultura no período, com 662.230 toneladas, o que representa aumento de expressivos 14,36% em comparação com 2023. Para este ano, a avaliação é de que o cenário seguirá exigente, embora com sinais de demanda firme e maior estrutura produtiva para sustentar o avanço do consumo.
Um levantamento detalhado realizado pela Peixe-BR mostra crescimento da produção de tilápia em praticamente todo o país – à exceção da região norte, onde os peixes nativos estão fortemente presentes. Esse cenário deve-se às condições de cultivo da espécie, ao empenho dos produtores, ao retorno econômico da atividade e, na ponta, ao contínuo aumento do consumo em todas as localidades.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Expectativa para a Semana Santa: O consumo de pescados deve crescer 30% no período, impulsionado por um 2026 que começou com estoques robustos e logística organizada. A previsão é de preços estáveis ou com leves quedas nas gôndolas em comparação aos anos anteriores.
- Dominância da Tilápia: A tilápia reafirma-se como a preferida dos brasileiros, com um crescimento médio de 10,3% ao ano na última década. Em 2024, a produção da espécie saltou mais de 14%, consolidando o Brasil como o principal produtor de peixes de cultivo nas Américas.
- Desafios e Exportação: Apesar da concorrência com importações asiáticas e barreiras tarifárias nos EUA em 2025, o setor conseguiu crescer 2% nas exportações, expandindo mercados para o Canadá. O cenário para 2026 é de demanda firme e profissionalização da cadeia produtiva.
Com informações: CNN Brasil.





















