Energia elétrica consolida-se como insumo estratégico para o cooperativismo no PR | aRede
PUBLICIDADE

Energia elétrica consolida-se como insumo estratégico para o cooperativismo no PR

Com faturamento de R$ 183 bilhões, setor vê na eletricidade o fator determinante para a industrialização e a segurança da produção animal

Qualidade do fornecimento elétrico é vital para manter a climatização de aviários de alta tecnologia e o funcionamento das linhas de abate nas agroindústrias do Paraná
Qualidade do fornecimento elétrico é vital para manter a climatização de aviários de alta tecnologia e o funcionamento das linhas de abate nas agroindústrias do Paraná -

Publicado por Eduarda Gomes

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O cooperativismo agropecuário do Paraná atravessa uma mudança estrutural profunda, deixando de ser apenas um intermediário para ocupar o centro da industrialização no estado. Atualmente, o ramo reúne 82 cooperativas (sendo 61 focadas em recebimento, industrialização e comercialização), que movimentam cerca de R$ 183 bilhões, representando 82% da receita global do setor. Com 240 mil cooperados responsáveis por 65% dos grãos e 45% da proteína animal paranaense, o sistema já industrializa metade de sua produção em mais de 150 unidades agroindustriais.

Essa evolução tecnológica transferiu a centralidade do processo produtivo da matéria-prima para a energia elétrica. Indispensável para o funcionamento de sistemas de refrigeração e logística de cadeia fria, a eletricidade é hoje o componente que viabiliza a agregação de valor aos produtos do campo. As informações foram divulgadas pelo portal de notícias do Sistema Ocepar.

Os números de consumo reforçam essa dependência: 49% da energia consumida pelas cooperativas é destinada à industrialização de proteína animal, 33% ao processamento vegetal (como esmagamento de soja e moagem de trigo) e 15% à armazenagem de grãos, onde sistemas de aeração são vitais para a conservação. Apenas 3% do consumo está ligado a atividades administrativas.

VULNERABILIDADE NO CAMPO E NA INDÚSTRIA

A dependência elétrica é crítica no campo. Em aviários do tipo Dark House, uma interrupção de apenas cinco minutos pode iniciar perdas produtivas, e quinze minutos sem energia podem levar à mortalidade total dos lotes. Na piscicultura, a tolerância para falta de oxigenação varia de 15 a 40 minutos. Já na agroindústria, a preocupação recai sobre a qualidade. Variações de tensão podem causar paradas silenciosas em linhas automatizadas, gerando prejuízos econômicos relevantes sem que haja uma interrupção total.

O consumo das cooperativas agroindustrializadas saltou de 1,5 mil GWh/ano em 2018 para 2,3 mil GWh/ano em 2025, com projeção de atingir 3,0 mil GWh até 2032. Atualmente, 93% desse volume é contratado no mercado livre de energia, exigindo que as cooperativas adotem uma gestão profissional e estratégica do insumo.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Centralidade na Indústria: A energia elétrica é o principal insumo para a agregação de valor no cooperativismo, com 82% do consumo concentrado no processamento de origem animal e vegetal.

- Risco de Perda Total: Sistemas intensivos, como a avicultura e a piscicultura, possuem janelas de tolerância à falta de energia extremamente curtas (entre 5 e 15 minutos).

- Gestão Estratégica: O setor projeta um crescimento de 33% no consumo de energia até 2032 e busca, junto à Copel, soluções para oscilações de tensão que prejudicam a competitividade.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right