Crescimento econômico dos Campos Gerais pode estar alinhado à sustentabilidade
Conselheira, médica-veterinária acredita que desenvolvimento e meio ambiente não são opostos

A conselheira da Causa Animal do Grupo aRede, Érika Zanoni Fagundes Cunha, destaca o progresso dos municípios dos Campos Gerais, com a apresentação de projetos que impactam a infraestrutura das cidades - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede.
Entretanto, ela acredita que o desenvolvimento econômico, o meio ambiente e o bem-estar animal não são opostos, mas, sim, complementares. Com isso, podendo trazer um futuro mais equilibrado e ético para os Campos Gerais.
Confira abaixo a opinião na íntegra da Érika, que é médica veterinária, especialista em Neurociência Clínica, mestre em Ciências Veterinárias, doutora em Zoologia e pós-doutora em Direito Animal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR):
"É muito positivo ver os municípios dos Campos Gerais articulando projetos e iniciativas para fortalecer o desenvolvimento econômico, a infraestrutura e a geração de emprego e renda na região, especialmente a partir da integração e da cooperação intermunicipal, como destacado na reportagem.
Ao mesmo tempo, acredito que essa agenda pode ser ainda mais fortalecida quando ampliamos o olhar para todas as formas de vida que compõem o território. Desenvolvimento regional não acontece apenas sobre a terra, mas com a terra, com os animais e com as pessoas que nela vivem.
1) Desenvolvimento integrado com o meio ambiente e com a vida:
O crescimento precisa acontecer em diálogo com os sistemas naturais que sustentam nossa economia, nossa identidade e nossa qualidade de vida. Planejar infraestrutura, produção rural e novos empreendimentos considerando o solo, a água, a fauna e a flora é uma forma de garantir longevidade aos projetos.
Práticas como a agroecologia mostram que é possível produzir respeitando os ciclos naturais, reduzindo impactos e preservando a biodiversidade, inclusive a fauna silvestre e os animais que compartilham esse território conosco;
2) Bem-estar animal como parte da sustentabilidade regional:
Os animais não são apenas recursos produtivos: são seres sencientes e parte ativa do sistema rural. O bem-estar animal deve ser entendido como um pilar da sustentabilidade regional. Boas práticas de manejo, alimentação adequada, abrigo e cuidados em saúde animal contribuem diretamente para:
- melhores condições de vida para os animais;
- redução de sofrimento e de perdas produtivas;
- fortalecimento de cadeias produtivas mais éticas e responsáveis.
Esse olhar dialoga com a valorização da agricultura familiar e acompanha tendências de mercado que reconhecem o valor de produtos oriundos de sistemas que respeitam os animais e o meio ambiente.
3) Educação ambiental e animalista como ferramenta de transformação;
Integrar a educação ambiental e também o letramento sobre o respeito aos animais às ações regionais, desde as escolas até projetos comunitários, fortalece a consciência coletiva. Esse processo educativo aproxima o meio urbano e o rural, ajuda a compreender a interdependência entre seres humanos, animais e natureza, e forma cidadãos mais preparados para decisões responsáveis no presente e no futuro.
Entendo o cuidado institucional necessário em cada pauta, mas acredito que reconhecer que desenvolvimento econômico, meio ambiente e bem-estar animal não são opostos e sim complementares, amplia o impacto positivo dos projetos e constrói um futuro mais equilibrado, ético e sustentável para toda a região".
CONSELHO DA COMUNIDADE
Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.
Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Sinergia entre Economia e Meio Ambiente: a conselheira defende que o desenvolvimento econômico e a infraestrutura dos Campos Gerais devem avançar em harmonia com os sistemas naturais. Para a especialista, o planejamento regional precisa considerar o solo, a água e a biodiversidade local como ativos que garantem a longevidade e a viabilidade dos novos empreendimentos;
- Bem-Estar Animal como Eixo Sustentável: Érika destaca que o bem-estar animal é um pilar da sustentabilidade e da ética produtiva. Ao reconhecer os animais como seres sencientes e parte ativa do sistema rural, ela argumenta que o manejo adequado e os cuidados com a saúde animal não apenas reduzem perdas, mas também valorizam a agricultura familiar e atendem às exigências de mercados globais mais responsáveis;
- Educação como Ferramenta de Transformação: o artigo enfatiza a importância do letramento animalista e da educação ambiental desde as escolas. Segundo a doutora, essa integração pedagógica é fundamental para aproximar as realidades urbana e rural, promovendo uma consciência coletiva sobre a interdependência entre humanos, animais e natureza para a construção de um futuro regional equilibrado.





















