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França diz que captura de Maduro viola o direito internacional

Chanceler francês afirma que operação dos EUA fere o princípio de não recorrer ao uso da força após ofensiva confirmada por Donald Trump

Jean-Noël Barrot disse que a operação que levou à captura de Maduro viola o princípio de não recorrer ao uso da força
Jean-Noël Barrot disse que a operação que levou à captura de Maduro viola o princípio de não recorrer ao uso da força -

Publicado Por Milena Batista

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O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou neste sábado (3) que a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contrariou os princípios do direito internacional.

Jean-Noël Barrot disse que a operação que levou à captura de Maduro viola o princípio de não recorrer ao uso da força, que fundamenta o direito internacional.

O chanceler também declarou que a França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos podem decidir o próprio futuro.

"A operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro viola o princípio de não recorrer à força, que fundamenta o direito internacional. A França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos podem decidir seu futuro", escreveu Barrot no X.

A fala foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a ofensiva e afirmar que o presidente venezuelano foi capturado e levado para fora do país. Fontes próximas ao presidente da França, Emmanuel Macron, afirmam que ele acompanha de perto a situação na Venezuela e mantém contato com seus parceiros regionais.

Operação militar, céu vermelho e Justiça

Testemunhas da operação e equipes jornalísticas relataram explosões, colunas de fumaça e o som de aeronaves que sobrevoavam a capital venezuelana por aproximadamente 90 minutos.

Moradores de cidades costeiras descreveram o céu ficando vermelho e o solo tremendo durante as explosões.

Diversas áreas de Caracas sofreram interrupção no fornecimento de energia elétrica logo após o início dos bombardeios.

Após a captura, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, o presidente Donald Trump afirmou que o casal está a bordo do navio USS Iwo Jima rumo a Nova York. A missão militar, descrita como de "velocidade impressionante", contou com o apoio da CIA e da polícia americana para rastrear e deter os alvos em Caracas.

A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que Maduro enfrentará a justiça americana por crimes contra o país. Com a chegada em solo americano, Maduro deve ser submetido ao sistema judicial para responder pelos mandados de prisão pendentes.

O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua detenção, valor atualizado em agosto de 2025.

Enquanto a Justiça dos EUA prepara o julgamento, a situação política na Venezuela permanece incerta. O governo local decretou emergência nacional e a oposição monitora uma possível transição de poder.

Informações: CNN

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