Lula recebe Hugo e líderes em jantar em busca de estreitar relações
Presidente busca apoio para projetos prioritários e articula aproximação com o Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da Casa em jantar de confraternização nesta quarta-feira (4) em busca de estreitar as relações, também de olho na aprovação de pautas prioritárias e nas eleições de outubro.
O encontro começou por volta das 19h e terminou por volta das 22h. Estiveram presentes líderes da base aliada e de parte do centrão, além dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Líderes de oposição afirmaram não terem sido convidados e falaram que, mesmo que fossem, não compareceriam.
Lula tem interesse na agilidade da aprovação ainda neste primeiro semestre de uma série de propostas que têm de passar pelo Congresso. Por exemplo, o fim da escala de trabalho 6 por 1, a regulamentação de trabalhadores por aplicativos, ações de reforço à segurança pública e o acordo União Europeia e Mercosul.
Na prática, são os líderes que definem o que é aprovado ou não — e como.
O ano passado foi marcado por muitos atritos entre o Planalto e o Congresso, como a crise em torno do IOF e o projeto da redução de penas aos condenados pela tentativa de golpe.
Até os próprios líderes do centrão afirmam ser momento agora de acalmar os ânimos, pelo menos neste início, inclusive por conta de estratégias eleitorais.
Muitos partidos do centrão ainda estão divididos entre apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou liberar seus candidatos nos estados a apoiarem quem preferirem ao Planalto, como o próprio Lula.
Lula também deve promover uma confraternização semelhante com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e líderes da Casa, depois do carnaval.
A avaliação é que ainda há um quórum baixo de senadores em Brasília e, por isso, é melhor esperar mais algumas semanas para o retorno de mais parlamentares à capital federal.
Lula quer ver logo no Senado a aprovação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ainda, tentar impedir em sessão conjunta do Congresso, capitaneada por Alcolumbre, a derrubada do veto ao projeto que reduz penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado.




















