Rússia declara fim das obrigações do acordo New START e culpa EUA | aRede
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Rússia declara fim das obrigações do acordo New START e culpa EUA

Tratado nuclear entre Moscou e Washington expira nesta quinta-feira (5), sem resposta dos EUA sobre prorrogação do acordo

O acordo limitava o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país e restringia mísseis balísticos intercontinentais
O acordo limitava o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país e restringia mísseis balísticos intercontinentais -

Publicado por Iolanda Lima

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A Rússia afirmou nesta quarta-feira (4) que considera encerradas todas as obrigações previstas no tratado New START, acordo nuclear firmado com os Estados Unidos para limitar arsenais estratégicos das duas potências.

Em comunicado divulgado pela chancelaria russa, Moscou responsabilizou Washington pelo colapso do pacto e afirmou que ambos os países estão agora livres para definir seus próximos passos no campo das armas ofensivas estratégicas.

Entenda o acordo

O New START, assinado em 2010 e em vigor desde 2011, chega oficialmente ao fim em 5 de fevereiro de 2026, após ter sido prorrogado por cinco anos em 2021.

O acordo limitava o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país e restringia mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros de longo alcance a até 700 unidades, além de prever inspeções mútuas.

Com seu fim, será a primeira vez desde 1972 que não haverá limites legais para os arsenais nucleares das duas maiores potências do mundo.

O Kremlin declarou que políticas adotadas durante o governo do ex-presidente norte-americano Joe Biden provocaram uma “mudança fundamental na situação de segurança”, tornando inviável a plena implementação do acordo.

Entre os principais pontos de crítica, Moscou cita ações dos EUA na área de defesa antimíssil, consideradas desestabilizadoras e contrárias ao princípio do equilíbrio estratégico previsto no tratado.

Apesar disso, a Rússia reconheceu que o New START cumpriu um papel relevante ao longo dos anos.

Segundo o texto, o acordo ajudou a conter uma corrida armamentista, promoveu reduções significativas nos arsenais nucleares e garantiu previsibilidade estratégica entre as duas maiores potências nucleares do mundo.

Putin propôs que acordo fosse prorrogado

Em setembro de 2025, Vladimir Putin propôs que Rússia e EUA se comprometessem com uma autolimitação voluntária dos arsenais por pelo menos um ano após o término do tratado.

No entanto, segundo Moscou, nenhuma resposta formal foi recebida por canais diplomáticos. “Nossas ideias estão sendo deliberadamente ignoradas”, afirmou o ministério, classificando a postura americana como “equivocada e lamentável”.

Diante da ausência de diálogo, a Rússia declarou que considera o fim do acordo um “fato consumado” e que isso será levado em conta na definição de sua futura política estratégica.

O comunicado afirma ainda que Moscou está preparada para adotar “contramedidas técnico-militares decisivas” caso identifique novas ameaças à sua segurança nacional.


Com informações do Metrópoles 

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