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Após morte de Maderite, médicos alertam para dobra na orelha como sinal de risco

Conhecido como "Sinal de Frank", vinco no lóbulo da orelha aparece em 60% dos pacientes com obstruções cardíacas, aponta estudo da Unesp

Marca no lóbulo da orelha virou notícia após a morte do influenciador
Marca no lóbulo da orelha virou notícia após a morte do influenciador -

Publicação por Lincoln Vargas

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A morte prematura do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante nesta semana, trouxe à tona um debate médico que dura décadas: os sinais que o corpo dá antes de uma falência cardíaca. Maderite apresentava uma marca visível — uma dobra diagonal no lóbulo da orelha — conhecida na medicina como "Sinal de Frank". As informações são do g1.

Embora pareça um detalhe estético ou marca de envelhecimento, essa ruga é estudada há mais de 50 anos como um possível marcador de doença arterial coronariana (aterosclerose). O sinal foi descrito pela primeira vez em 1973 pelo médico norte-americano Sanders Frank, e novas pesquisas reforçam a correlação entre a marca e a saúde do coração.

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) trouxe dados reveladores sobre o tema. Ao analisar 110 homens submetidos a exames de cineangiocoronariografia (cateterismo), os pesquisadores constataram que a dobra diagonal (Sinal de Frank) estava presente em 60% dos pacientes diagnosticados com doença coronariana. No grupo de controle (sem a doença), a marca aparecia em apenas 30%.

Quando o paciente apresentava duas alterações (o Sinal de Frank somado à prega pré-auricular), o valor preditivo positivo para problemas no coração subiu para 90%.

A hipótese científica é que a mesma perda de elasticidade e as alterações microvasculares que endurecem as artérias (aterosclerose) também afetam a vascularização do lóbulo da orelha, causando o vinco.

Apesar da forte correlação, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) pede cautela. O diretor científico do departamento de aterosclerose da entidade, Marcio Miname, ressalta que o Sinal de Frank não é um diagnóstico fechado, mas sim um alerta que deve ser analisado em conjunto.

O QUE FAZER?

Para quem notou a presença da dobra na orelha, a recomendação médica é objetiva: não entrar em pânico, mas buscar uma avaliação clínica. Exames como ecocardiograma, teste ergométrico e medição de níveis de gordura e açúcar no sangue são fundamentais para confirmar se o sinal na pele reflete, de fato, um perigo correndo nas veias.

Com informações da TNOnline, parceira do Portal aRede

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