Sanepar rebate fake news sobre qualidade da água e aciona autoridades
Empresa nega irregularidades no tratamento em Ponta Grossa e afirma que imagens divulgadas nas redes sociais foram manipuladas por Inteligência Artificial

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) se manifestou após a circulação de informações falsas nas redes sociais que acusavam a empresa de negligência administrativa e falhas no tratamento da água em Ponta Grossa, nesta quarta-feira (11). As publicações utilizavam notícias e imagens geradas por Inteligência Artificial para sustentar as alegações.
Entre os conteúdos compartilhados, estavam imagens da unidade da Sanepar em Tibagi com a logomarca alterada e referência indevida à central de atendimento de Ponta Grossa. Em outro caso, viaturas da Polícia Militar do Paraná apareciam em supostas ocorrências nos reservatórios da companhia — registros que, segundo a empresa, também foram manipulados e não correspondem às estruturas do município.
As acusações envolviam suposta falta de tratamento adequado e comprometimento da qualidade da água. Em publicação nas redes sociais, a Sanepar esclareceu que “as alterações recentes de gosto e odor na região da Represa de Alagados devem-se à proliferação de algas causada pelo clima, e não por contaminação. O tratamento já foi intensificado para normalizar a situação”.

Na manhã desta quinta-feira (12), o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, encaminhou à imprensa um artigo em que reforça a segurança do sistema de abastecimento e critica a disseminação de boatos.
“Como gestor desta Companhia, mas acima de tudo como cidadão, sinto-me no dever de vir a público não apenas para desmentir tais boatos, mas para reafirmar o rigor e a transparência que norteiam o nosso trabalho. É fundamental que a população compreenda a segurança por trás da água que consome. Nossos reservatórios são estruturas fechadas, protegidas por perímetros de segurança e vigilância ininterrupta”, diz um dos trechos do documento.

O diretor também destacou os impactos da desinformação. “A desinformação, quando atinge um serviço essencial como o abastecimento de água, torna-se um atentado contra a saúde pública. Compartilhar notícias falsas é crime e a Sanepar já acionou as autoridades policiais para que os responsáveis sejam punidos. Peço, encarecidamente, que cada cidadão exerça a responsabilidade digital: na dúvida, não compartilhe. Busquem nossos canais oficiais”, complementou Wilson Bley.
Leia abaixo o conteúdo na íntegra:
A verdade como pilar da saúde pública: nosso compromisso com a população do Paraná
A desinformação, quando atinge um serviço essencial como o abastecimento de água, torna-se um atentado contra a saúde pública
Por Wilson Bley
Hoje assistimos a um fenômeno lamentável e perigoso em Ponta Grossa: a utilização deliberada da inteligência artificial para fabricar mentiras. Áudios e imagens falsas, simulando ocorrências policiais em nossos reservatórios, foram disseminados com o intuito claro de semear o pânico. Como gestor desta Companhia, mas acima de tudo como cidadão, sinto-me no dever de vir a público não apenas para desmentir tais boatos, mas para reafirmar o rigor e a transparência que norteiam o nosso trabalho.
É fundamental que a população compreenda a segurança por trás da água que consome. Nossos reservatórios são estruturas fechadas, protegidas por perímetros de segurança e vigilância ininterrupta. Mais do que isso, o processo de tratamento que executamos é balizado por critérios científicos rigorosos. Realizamos análises de qualidade de hora em hora, assegurando o cumprimento integral da Portaria 888/2021 do Ministério da Saúde.
As recentes alterações de gosto e odor decorrentes da proliferação de algas na Represa de Alagados — um fenômeno natural intensificado por questões climáticas – estão sendo tratadas pela Companhia com seriedade. É meu papel como gestor informar: alteração sensorial não significa contaminação. Nossas equipes técnicas têm trabalhado incansavelmente, ajustando a dosagem de carvão ativado e monitorando os mananciais em tempo real para minimizar esses efeitos, mantendo a água absolutamente potável.
Estamos investindo na resiliência de Ponta Grossa. Desde as dificuldades enfrentadas anteriormente, não ficamos estáticos. Operacionalizamos o Poço Pitangui e instalamos novas adutoras, elevando nossa capacidade para 1.250 litros por segundo. O planejamento para o futuro já está em curso, com projetos para o sistema Tibagi e parcerias com órgãos como o Simepar e o IAT para a proteção ambiental de nossas bacias.
A desinformação, quando atinge um serviço essencial como o abastecimento de água, torna-se um atentado contra a saúde pública. Compartilhar notícias falsas é crime e a Sanepar já acionou as autoridades policiais para que os responsáveis sejam punidos.
Peço, encarecidamente, que cada cidadão exerça a responsabilidade digital: na dúvida, não compartilhe. Busquem nossos canais oficiais, nossos relatórios de qualidade e a nossa Central de Atendimento.
A Sanepar é patrimônio dos paranaenses. Nossa missão é cuidar das pessoas, e faremos isso protegendo não apenas a água, mas também a integridade da informação que chega aos seus lares.
LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA:
- Sanepar nega acusações de falhas no tratamento da água em Ponta Grossa.
- Imagens e conteúdos divulgados nas redes foram manipulados por Inteligência Artificial.
- Empresa acionou autoridades e reforçou que alterações de gosto e odor são causadas por proliferação de algas, não por contaminação.




















