Falabella e Marisa Orth lamentam fim do teatro onde viveram Caco e Magda
Artistas interpretaram casal cômico de "Sai de Baixo", da Globo, no palco do Procópio Ferreira, em São Paulo, por seis anos
Publicado: 24/01/2026, 22:56

Intérpretes do casal Caco Antibes e Magda, um espertalhão golpista e uma socialite falida, do humorístico "Sai de Baixo", da Globo, Miguel Falabella e Marisa Orth lamentaram nas redes sociais, neste sábado (24), a demolição prevista do teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.
Entre 1996 e 2002, o espaço, localizado na rua Augusta no coração de São Paulo, ganhou fama nacional ao abrigar as gravações do programa humorístico da Globo.
Com capacidade para 700 pessoas, o espaço recebia uma plateia que acompanhava ao vivo as tramas farsescas do programa, dirigido por Daniel Filho, transformando o teatro em um dos principais palcos de humor da televisão brasileira.
Imagens de redes sociais postadas pelos artistas mostram uma retroescavadeira derrubando a fachada do prédio. O cineasta Kleber Mendonça Filho também postou essa foto com crítica à demolição, porém, apagou o post cerca de duas horas depois porque era feita por inteligência artificial.
"Com a demolição do teatro Procópio Ferreira, no meio dos escombros, há tantos sonhos, tantos risos, tantos projetos. Foi minha casa durante os anos divertidos do 'Sai de Baixo' e, posteriormente, palco de inúmeras produções de que participei. É lamentável que mais um espaço cultural desapareça, na maior cidade do país. Muito triste", escreveu Falabella em suas redes sociais.
Marisa Orth chama o teatro de seu na legenda da foto que mostra a destruição do lugar. "Essa é a fachada do teatro Procopio Ferreira sendo demolido. Eu sempre brinquei que era o “Meu Teatro”.
Ela prosseguiu. "A foto linda do Procópio [artista que dá nome ao teatro] carregado pelo povo lá no hall. Difícil entender porque esse teatro, na rua Augusta, não foi considerado nobre o suficiente pra vencer a especulação imobiliária. Triste. Esse teatro fez história."
Cala a boca, Magda
A história do humorístico se passava em um apartamento no largo do Arouche, na região de Campos Elísios, que no passado era considerado um bairro nobre e frequentado por estrelas internacionais, como Edith Piaf.
Caco e Magda eram um casal que vivia situações cômicas e absurdas, onde ele era um homem que frequentemente se via em apuros, enquanto ela era sua esposa que enfrentava as consequências de suas trapalhadas.
Quando falava algum absurdo, Magda logo era repreendida pelo marido. "Cala boca, Magda", dizia Caco, frase que virou um bordão.
O cenário simples, enquanto o maestro Caçulinha tocava vinhetas instrumentais ao vivo durante os episódios. A equipe de produção contava com 102 pessoas, entre redatores, câmeras, maquiadores, figurinistas, técnicos de áudio e iluminadores, garantindo a qualidade das gravações com microfones espalhados por todos os cantos do teatro para captar os risos e aplausos da plateia.
O início antes do fim
O teatro Procópio Ferreira, construído em 1948 na rua Augusta por Gastão Rachou, tornou-se um dos principais espaços culturais de São Paulo durante seus 77 anos de funcionamento.
Localizado em uma das ruas mais badaladas da cidade, conhecida por seus teatros e bares, o espaço consolidou-se como um palco de referência para produções teatrais e artísticas.
O teatro leva o nome de Procópio Ferreira, um dos maiores nomes do teatro brasileiro, em homenagem ao legado do ator na cena nacional.
Após décadas de importância cultural, o teatro Procópio Ferreira encerrou suas atividades em novembro de 2025.




















