Filme paranaense ‘Meu Avô Stanislau’ será exibido na ‘Tela Quente’
Produção dirigida por Guto Pasko foi gravada em Prudentópolis e valoriza a cultura ucraniana, as paisagens do Paraná e as relações familiares

O cinema paranaense ganha destaque em rede nacional no próximo dia 2 de fevereiro, com a exibição do filme “Meu Avô Stanislau” na Tela Quente, da TV Globo. Gravado em Prudentópolis e com equipe e elenco majoritariamente paranaenses, o longa é dirigido por Guto Pasko, que conversou com o Portal aRede sobre o processo criativo, os desafios da produção e a importância de levar histórias regionais para todo o Brasil.
A trama acompanha Boris, um jovem gamer que, após conflitos com a mãe e dificuldades na escola, é enviado para passar um tempo na casa do avô Stanislau, morador de uma colônia rural ucraniana. O que começa como um castigo se transforma em uma jornada de reconexão, afeto e descoberta, em meio às tradições, à cultura e às paisagens naturais de Prudentópolis.
Segundo o diretor, a proposta do filme surgiu a partir de um convite da própria Globo, que buscava um telefilme com temática universal. “Eles queriam uma história de avô e neto, algo que falasse de afeto e relações familiares. A partir disso, eu enxerguei a oportunidade de mostrar um Brasil que quase nunca aparece na televisão”, explica Guto.
Natural de Prudentópolis, o diretor fez questão de ambientar a história na região e inserir elementos da cultura ucraniana de forma orgânica na narrativa. As cachoeiras, as festas típicas, os grupos folclóricos e até a pêssanka, símbolo da cultura ucraniana no Paraná, fazem parte do enredo sem desviar o foco da relação entre os personagens. “O filme não é sobre turismo ou sobre cultura ucraniana, mas esses elementos fazem parte da vida dessas pessoas. A ideia foi trazer tudo isso de forma natural, como pano de fundo de uma história familiar”, destaca.
Além da valorização cultural, a produção também movimentou a cidade. Cerca de 200 moradores de Prudentópolis participaram como figurantes, além da presença de artistas locais e grupos folclóricos tradicionais. Para Guto, esse envolvimento fortalece o audiovisual regional. “Mostrar que o Paraná tem capacidade técnica, artística e produtiva é fundamental. Todo o elenco e a equipe são paranaenses, e isso é motivo de muito orgulho”.
Com quase 25 anos de trajetória no audiovisual, Guto Pasko reforça que produzir cinema fora do eixo Rio–São Paulo é desafiador, mas necessário. “Chegar à Tela Quente com uma produção feita no Paraná é uma conquista coletiva. É mostrar que nossas histórias merecem ser contadas e vistas pelo Brasil inteiro”.
O filme é uma coprodução TV Globo, RPC e realização GP7 Cinema. Após a exibição na TV, “Meu Avô Stanislau” também ficará disponível no Globoplay, ampliando ainda mais o alcance da produção.




















