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Consórcio de máquinas agrícolas registra queda de 10% no 1º trimestre

Setor comercializou 20,71 mil cotas nos primeiros três meses de 2026; apesar do recuo nas vendas, número de contemplações e participantes ativos cresceram no período

Aumento nos preços das máquinas agrícolas elevou o tíquete médio dos consórcios, enquanto o setor busca alternativas de investimento diante do cenário de juros e endividamento
Aumento nos preços das máquinas agrícolas elevou o tíquete médio dos consórcios, enquanto o setor busca alternativas de investimento diante do cenário de juros e endividamento -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado de consórcios voltado ao setor de máquinas agrícolas iniciou o ano de 2026 com uma retração nas vendas. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), foram comercializadas 20,71 mil cotas entre janeiro e março, o que representa uma queda de 10,1% em relação às 23,04 mil cotas vendidas no mesmo intervalo de 2025.

O recuo também foi sentido no volume financeiro de créditos comercializados, que passou de R$ 5,11 bilhões para R$ 4,74 bilhões, uma diminuição de 7,2%. Esse desempenho reflete um cenário de maior cautela no setor de bens de capital do agronegócio, impulsionado por fatores como o alto custo do crédito e o nível de endividamento dos produtores.

INDICADORES POSITIVOS E CONTEMPLAÇÕES

Apesar da queda nas novas vendas, o sistema de consórcios demonstrou resiliência em outros pilares. O número de participantes ativos no segmento alcançou 461,73 mil em março, uma alta de 3,6%.

As contemplações, momento em que o consorciado efetivamente recebe o crédito para a compra do equipamento, avançaram 3,4% no trimestre, totalizando 14,43 mil contemplados. Em termos de valores, o volume de créditos disponibilizados por meio dessas contemplações subiu 8,8%, atingindo a marca de R$ 3,33 bilhões. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

ALTA NO VALOR DE EQUIPAMENTOS

Outro dado relevante do relatório da Abac é a elevação do tíquete médio das cotas, que subiu 4,9%, passando de R$ 228,67 mil para R$ 239,92 mil. Esse aumento é um reflexo direto da valorização dos equipamentos agrícolas no mercado nacional. Atualmente, o segmento de máquinas agrícolas é o principal motor dos consórcios de veículos pesados no Brasil, representando 51% do total de participantes dessa categoria.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Retração nas Vendas: Queda de 10,1% nas cotas comercializadas e de 7,2% no volume de crédito no primeiro trimestre de 2026.

- Aumento de Crédito Disponível: O volume de recursos via contemplações cresceu 8,8%, totalizando R$ 3,33 bilhões entregues aos produtores.

- Tíquete Médio Elevado: O valor médio da cota subiu para quase R$ 240 mil, acompanhando o encarecimento de tratores e colheitadeiras.

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