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Pulgão-do-milho ameaça lavouras e pode reduzir produção em 60%

Praga atinge plantações no início do ciclo vegetativo; altas temperaturas e irregularidade de chuvas aceleram a multiplicação do inseto no campo

Monitoramento precoce é essencial para evitar que a praga comprometa a absorção de luz e nutrientes
Monitoramento precoce é essencial para evitar que a praga comprometa a absorção de luz e nutrientes -

Publicado por Eduarda Gomes

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Produtores de milho enfrentam um alerta fitossanitário crítico com o surgimento de focos do pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis) logo no desenvolvimento inicial das lavouras. Embora as plantas ainda apresentem um bom aspecto visual, a detecção precoce de pequenos pontos nas folhas sinaliza o início de uma infestação que, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tem potencial para comprometer até 60% da produtividade final.

O cenário climático atual, marcado por calor elevado e chuvas irregulares, é o ambiente ideal para a reprodução acelerada da praga. Os insetos concentram-se nas folhas para sugar a seiva, o que retira nutrientes vitais e desacelera o crescimento da cultura. "O início do ataque quase não chama atenção", alerta Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO, reforçando que o impacto real se torna severo se a praga não for contida na fase vegetativa.

SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS 

Conforme a infestação avança, os danos tornam-se nítidos: as folhas apresentam clorose (amarelamento) e murcha. Além da sucção de seiva, o pulgão excreta uma substância pegajosa que favorece o surgimento de fumagina. As informações foram divulgadas pelo portal Agrolink.

Essa camada escura recobre a superfície foliar, reduzindo a capacidade da planta de realizar fotossíntese ao bloquear a absorção de luz. Especialistas reforçam que o monitoramento constante é a única forma de evitar que o prejuízo se torne irreversível, permitindo intervenções rápidas antes que a pressão da praga atinja níveis incontroláveis.

ESTRATÉGIAS DE CONTROLE

A adoção de medidas de controle logo nos primeiros sinais de infestação é considerada determinante. Para regiões de alta pressão, o uso de soluções com efeito sistêmico e ação por contato é recomendado para interromper o ciclo de alimentação e reprodução do inseto, preservando o potencial produtivo da safra.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Risco de Quebra: A infestação de pulgão pode causar perdas de até 60% na produção se o controle não for feito no início do ciclo.

- Fatores Climáticos: O calor intenso e a falta de chuvas regulares favorecem a multiplicação explosiva do inseto nas plantações.

- Danos Indiretos: Além de sugar a seiva, a praga estimula a fumagina, fungo que recobre as folhas e impede a fotossíntese da planta.

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