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Caso Isis: mãe de adolescente grávida desaparecida é intubada em UTI após crises convulsivas

Flávia Regina chegou com um quadro grave no Hospital do Rocio, já que passou a apresentar uma convulsão a cada 13 minutos

A adolescente Isis Victoria Mizerski, desaparecida desde junho do ano passado
A adolescente Isis Victoria Mizerski, desaparecida desde junho do ano passado -

Da Redação

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Flávia Regina Mizerski, mãe da adolescente desaparecida Isis Victoria, está internada e intubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Rocio, em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Ela foi transferida de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, para o hospital no sábado (22), após sofrer crises convulsivas.

Tio de Isis e irmão de Flávia, Rodrigo Mizerski afirmou à Banda B nesta segunda-feira (24) que a irmã teve pelo menos seis crises convulsivas no sábado. “Depois das convulsões, das 19h às 23h, ela não falava nada. Só estava tendo convulsões e tava na emergência. Na madrugada, deu uma melhorada, mas não falava. Ela estava desacordada. Ontem, às 7h, ela acordou meio dopada, mas relatou dores e paralisia”, afirmou ele.

Flávia Regina chegou com um quadro grave no Hospital do Rocio, já que passou a apresentar uma convulsão a cada 13 minutos. A intubação em casos de crises convulsivas pode ser necessária quando as convulsões ocorrem de forma repetida e prolongada, o que caracteriza um estado de mal epiléptico. Nesses casos, o paciente pode apresentar um quadro de falta de oxigenação no cérebro, instabilidade hemodinâmica e risco de parada respiratória.

"Ela não fala e não mexe mais nada. Há dez meses, ela aguarda a Isis voltar, aguarda uma resposta do Marcos, que está preso em silêncio. Ela não dormia ultimamente. Pra quem conhece o Marcos, a gente sabe do que ele é capaz. Continuamos sem nada de resposta e todos os dias lutando. Todo dia é um luto. Imagina uma mãe que fica todos os dias esperando pela filha e não tem respostas de ninguém”, afirmou Rodrigo.

O desaparecimento

Isis Victoria Mizerski desapareceu durante uma gestação, aos 17 anos, no dia 6 de junho de 2024, em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná. Marcos Vagner de Souza, que se tornou réu pelo assassinato da jovem mesmo sem o corpo dela ter sido localizado, teria se encontrado com ela pouco antes do sumiço.

A Polícia Civil concluiu que a adolescente foi assassinada por Marcos. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, dissimulação e feminicídio, aborto sem o consentimento da gestante e ocultação de cadáver. “Durante as diligências, a Polícia Civil realizou 36 oitivas, além de analisar câmeras de segurança e conversas que indicam que o indivíduo não aceitou a gravidez e buscou opções para que a menina fizesse um aborto”, informou o órgão em agosto do ano passado.

O juiz João Batista Spanier Neto decidiu que Marcos irá a júri popular pelos crimes. A data do julgamento ainda não foi definida. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Paraná, que já havia feito uma solicitação para que o réu fosse levado a julgamento no Tribunal do Júri. 

“Precisamos de Justiça pela Isis, que isso não caia no esquecimento, que o Marcos vá a júri popular e seja condenado… Assim ele, como seus comparsas, porque ele não agiu sozinho. O cara é um psicopata”, concluiu Rodrigo Mizerski.

Com informações da Banda B

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