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Catedral Sant’Ana guarda história, fé e memória da Diocese de Ponta Grossa

Do acervo histórico à vista do ponto mais alto da cidade, espaço revela a construção da fé ao longo de gerações

A Catedral Sant’Ana foi fundada em 15/09/1823, sendo a primeira paróquia de Ponta Grossa. Em 1926, tornou-se Catedral da Diocese
A Catedral Sant’Ana foi fundada em 15/09/1823, sendo a primeira paróquia de Ponta Grossa. Em 1926, tornou-se Catedral da Diocese -

Mariele Alexandra Zanin

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Antes mesmo de Ponta Grossa se consolidar como cidade, a fé já fazia parte da construção da comunidade. Esse caminho histórico passa diretamente pela Catedral Sant’Ana, considerada o principal símbolo religioso da Diocese e um dos marcos mais importantes da formação do município. No primeiro episódio do Projeto Especial “100 anos da Diocese de Ponta Grossa”, conhecemos a história da Catedral.

Com mais de 200 anos de história, o espaço reúne não apenas celebrações religiosas, mas também um acervo que ajuda a contar a trajetória da Igreja na região. Segundo o pároco, padre Claudemir Nascimento Leal, a Catedral carrega o papel de “igreja mãe” da Diocese.

“A Catedral é a igreja mais importante da cidade e da Diocese de Ponta Grossa, porque ela é chamada de igreja mãe. É a sede do bispo, de onde partem as orientações para todas as paróquias da região”, explica.

Ao longo dos anos, parte da história se perdeu, principalmente com a demolição da antiga Catedral. Ainda assim, o trabalho de preservação segue em andamento. “Se teve a ideia de reunir aquilo que restou. Muitas coisas desapareceram, mas o que temos aqui ajuda a contar um pouco dessa caminhada”, destaca o padre.

GALERIA DE FOTOS

  • Antiga Catedral.
    Antiga Catedral.
  • Altar da antiga Catedral.
    Altar da antiga Catedral.
  • Demolição da antiga Catedral.
    Demolição da antiga Catedral.
  • Altar da antiga Catedral.
    Altar da antiga Catedral.
  • Padre Claudemir Nascimento Leal - Pároco na Paróquia Catedral Senhora Sant'Ana
    Padre Claudemir Nascimento Leal - Pároco na Paróquia Catedral Senhora Sant'Ana
  • Luana Caroline Nascimento – Jornalista
    Luana Caroline Nascimento – Jornalista
  • Felipe Soares – Historiador
    Felipe Soares – Historiador

Entre os destaques do acervo estão objetos litúrgicos, vestes antigas e peças utilizadas em celebrações antes do Concílio Vaticano II. A jornalista Luana Caroline Nascimento, que também atua na preservação da memória local, explica que esses itens ajudam a compreender diferentes momentos da Igreja.

“Nós temos missais em latim, usados antes das celebrações serem traduzidas, além de vestes de bispos que mostram como a Igreja se apresentava naquela época. São detalhes que despertam curiosidade e aproximam as pessoas da história”, afirma.

O espaço também guarda peças raras, como um dicionário de latim datado de aproximadamente 1880 e objetos utilizados na produção de hóstias, prática comum até a década de 1960. “São elementos que mostram como a vivência da fé também acompanhou as transformações ao longo do tempo”, completa.

Além do acervo, a Catedral se destaca pela sua localização. Construída no ponto mais alto da cidade, oferece uma vista que revela o crescimento de Ponta Grossa. Para o historiador Felipe Soares, o local tem um significado que vai além da arquitetura. “É daqui que a cidade começa. A Catedral está no ponto mais alto e simboliza não só a fé, mas também o desenvolvimento de Ponta Grossa. Daqui, é possível ver o quanto a cidade cresceu e se expandiu”, ressalta.

A estrutura atual também carrega simbolismos. Um deles está no formato do prédio, que possui os quatro lados iguais. “A arquitetura representa a ideia de que a bênção se estende por toda a cidade, de forma igual”, explica Luana.

Mesmo diante das transformações sociais e tecnológicas, a Catedral segue sendo um espaço vivo, que se adapta às novas gerações sem perder sua essência. Para o padre Claudemir, a presença dos jovens mostra que a fé continua se renovando. “O jovem hoje vive a fé de uma forma diferente, mas continua participando. Está nas pastorais, nas celebrações, nas redes sociais. A Igreja também acompanha esse movimento”, afirma.

Ao completar um século de história, a Diocese de Ponta Grossa encontra na Catedral Sant’Ana um símbolo de continuidade, um lugar onde passado e presente se encontra, mantendo viva uma história construída ao longo de gerações.

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