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EUA apreendem petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela

Navio estava sendo perseguido há pelo menos duas semanas por militares americanos

A embarcação foi apreendida nesta quarta-feira (7)
A embarcação foi apreendida nesta quarta-feira (7) -

Publicado por Lilian Magalhães

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Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro ligado à Venezuela depois de rastrear a embarcação no Atlântico, segundo uma publicação nas redes sociais do Comando Europeu dos EUA. Originalmente chamada de Bella 1, a embarcação foi sancionada pelos EUA em 2024 por operar em uma "frota paralela" de navios-tanque que transportavam petróleo ilícito.

A notícia da apreensão foi divulgada inicialmente nesta quarta-feira (7) pela agência de notícias Reuters, que citou duas fontes afirmando que a operação estava sendo realizada pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas americanas. A Guarda Costeira dos EUA tentou apreender o petroleiro no mês passado, quando ele estava próximo à Venezuela, mas as forças dos Estados Unidos não conseguiram embarcar depois que o navio deu meia-volta e fugiu.

Os EUA continuaram a perseguir a embarcação enquanto ela seguia para nordeste, e aeronaves de vigilância P-8 americanas foram enviadas da base aérea da RAF Mildenhall, em Suffolk, na Inglaterra, para monitorar o petroleiro por dias antes de sua apreensão, enquanto ele seguia para o norte e passava pela costa do Reino Unido, de acordo com dados de voo de código aberto.

Em determinado momento durante a perseguição, a tripulação do petroleiro pintou uma bandeira russa em seu casco, alegando estar navegando sob proteção russa. Pouco depois, a embarcação apareceu no registro oficial de navios da Rússia com um novo nome: Marinera. A Rússia apresentou um pedido diplomático formal no mês passado exigindo que os EUA parassem de perseguir o navio.

Ao reivindicar o status de país russo, as questões legais da apreensão do petroleiro podem se tornar mais complexas, mas duas fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o governo Trump não reconheceu esse status e considera a embarcação apátrida.

Ajuda britânica

Os EUA reposicionaram recursos militares no Reino Unido antes da apreensão do petroleiro, segundo reportagem da CNN. Pelo menos 12 aviões C-17 americanos pousaram nas bases aéreas de Fairford e Lakenheath entre 3 e 5 de janeiro, muitos partindo de aeródromos nos Estados Unidos.

Caças V-22 Osprey também estiveram ativos no Reino Unido nos últimos dias, com dados de voo indicando que estavam realizando missões de treinamento no leste do país a partir da base aérea de Fairford. E dois aviões de ataque AC-130 foram vistos chegando à base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, no domingo (4).

Os EUA utilizaram pela última vez Forças de Operações Especiais e recursos para ajudar a interceptar um petroleiro sancionado em 11 de dezembro, quando apoiaram uma operação da Guarda Costeira dos EUA perto da costa da Venezuela para apreender o Skipper, um navio petroleiro de grande porte que ostentava falsamente a bandeira da Guiana.

O presidente Donald Trump anunciou no mês passado um “bloqueio total” a petroleiros sancionados que tentassem entrar ou sair da Venezuela, como forma de pressionar o regime do então presidente venezuelano Nicolás Maduro. Os EUA capturaram Maduro em um complexo em Caracas na madrugada de sábado (3), e o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington continuará a aplicar o bloqueio como “moeda de pressão” sobre o governo interino venezuelano.

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